O Que Muda No Dízimo e Oferta Do Antigo Para O Novo Testamento?

Seja muito bem-vindo, querido leitor, ao blog Milagres Hoje! Hoje, vamos mergulhar em um tema que toca o coração de muitos e gera bastante curiosidade: O que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta? Mais do que um simples ato financeiro, a Escritura nos convida a ver o dízimo e a oferta como expressões de fé, gratidão e adoração. É um princípio divino que transcende o valor monetário e nos ensina sobre a provisão de Deus e nossa mordomia em relação aos bens que Ele nos confia.

Aqui, vamos explorar juntos, de forma acolhedora e com um olhar de estudioso das Escrituras, os fundamentos bíblicos desses conceitos, entendendo que o objetivo principal é fortalecer nossa espiritualidade e nos inspirar diariamente a viver uma vida que honre a Deus em todas as áreas, incluindo a forma como administramos nossos recursos.

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O Que a Bíblia Diz Sobre o Dízimo e Oferta: Entendendo a Generosidade Divina

Desde os primeiros livros da Bíblia, encontramos registros de pessoas que reconheceram a soberania de Deus sobre tudo o que possuíam. A prática de separar uma parte de seus bens para Ele não era apenas um costume, mas uma manifestação de fé e dependência. É crucial entender que o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta não é uma fórmula para enriquecimento, mas um convite à confiança e à generosidade que reflete o caráter de Deus.

Este estudo nos guiará por passagens importantes, mostrando como esses princípios foram estabelecidos e como eles se aplicam à nossa vida hoje. Prepare-se para uma jornada de descobertas que pode transformar sua perspectiva sobre a administração dos seus recursos e sua relação com o Criador.

O Dízimo e a Oferta no Antigo Testamento: A Raiz de um Princípio

A primeira menção de dízimo na Bíblia aparece muito antes da Lei de Moisés. Abraão, após uma vitória, oferece o dízimo de tudo a Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, como registrado em Gênesis 14:18-20. Este é um ato voluntário de reconhecimento da soberania de Deus e de gratidão por Sua provisão e vitória.

Jacó, neto de Abraão, também faz um voto de dar o dízimo a Deus de tudo o que Ele lhe desse, se o Senhor o acompanhasse e o fizesse voltar em segurança para casa (Gênesis 28:20-22). Esses exemplos iniciais demonstram que o dízimo nasceu como uma prática espontânea de adoração e de reconhecimento da bênção divina.

A Importância do Dízimo e da Oferta na Lei Mosaica

Com a instituição da Lei Mosaica, o dízimo foi formalizado e se tornou um preceito para o povo de Israel. Não era apenas um imposto, mas um sistema que sustentava os levitas, responsáveis pelo serviço no Tabernáculo e, posteriormente, no Templo.

O livro de Levítico, em seu capítulo 27, versículos 30-32, declara: “Todo dízimo da terra, seja dos produtos da terra ou do fruto das árvores, pertence ao Senhor; é santo ao Senhor. Se um homem quiser resgatar algo do seu dízimo, deverá acrescentar-lhe um quinto do seu valor. Todo dízimo do gado e do rebanho, de tudo o que passar debaixo da vara do pastor, o décimo animal será santo ao Senhor.” Percebemos que o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta nesse período é bem específico.

Além disso, o dízimo servia para sustentar os sacerdotes e levitas, que não tinham herança de terra em Israel (Números 18:21-24), e também para as festas e para o cuidado com os necessitados – órfãos, viúvas e estrangeiros (Deuteronômio 14:22-29). Isso nos mostra a abrangência do dízimo na sociedade israelita, indo muito além do sustento religioso.

As ofertas, por sua vez, eram diversas e voluntárias, representando diferentes propósitos: ofertas queimadas, ofertas de cereais, ofertas de paz, ofertas pelo pecado e pela culpa. Cada uma tinha um significado particular na adoração e na relação com Deus, sempre apontando para a necessidade de um coração quebrantado e um desejo de se achegar ao Criador. A oferta demonstrava a disposição do ofertante em entregar mais do que o “obrigatório”, por amor e devoção.

Um texto que frequentemente vem à mente quando falamos sobre o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta no Antigo Testamento é Malaquias 3:8-10. Nele, Deus repreende Israel por roubá-Lo em dízimos e ofertas e promete abrir as janelas dos céus para derramar bênçãos sem medida sobre aqueles que forem fiéis. Essa passagem, embora escrita em um contexto de aliança antiga, nos revela o coração de Deus que se importa com a nossa fidelidade e honra.

A Perspectiva de Jesus sobre O Que a Bíblia Diz Sobre o Dízimo e Oferta

Ao examinarmos os ensinamentos de Jesus, percebemos que Ele não aboliu o dízimo, mas trouxe uma nova perspectiva sobre a atitude do coração por trás do ato de dar. Em Mateus 23:23, Jesus repreende os fariseus: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, mas negligenciam os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vocês devem praticar estas coisas, sem omitir aquelas.”

Aqui, Jesus confirma que o dízimo era uma prática válida, mas enfatiza que a exterioridade do ato não pode substituir a interioridade da fé. A verdadeira essência da obediência a Deus inclui justiça, misericórdia e fidelidade. Dar o dízimo é importante, mas não pode ser dissociado de um coração reto diante de Deus e dos homens. Ele nos convida a uma reflexão mais profunda sobre nossas motivações, para que nossa generosidade seja genuína.

A história da viúva pobre, contada em Marcos 12:41-44 e Lucas 21:1-4, ilustra poderosamente essa verdade. Jesus observa as pessoas depositando suas ofertas no gazofilácio do Templo. Ele vê muitos ricos colocando grandes somas, mas então uma viúva pobre deposita apenas duas pequenas moedas. Jesus chama Seus discípulos e declara: “Digo-lhes a verdade: esta viúva pobre colocou mais na caixa de ofertas do que todos os outros. Todos eles deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver.”

Essa narrativa não estabelece uma porcentagem, mas revela que o valor de uma oferta não está em sua quantidade bruta, mas na proporção do sacrifício e na atitude do coração. É um lembrete de que o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta valoriza a fé e o amor acima de tudo. Por vezes, uma pequena oferta dada com grande fé pode ter um significado muito maior aos olhos de Deus do que grandes somas dadas com pouca devoção.

O Dízimo e a Oferta no Novo Testamento: Princípios para a Graça

No Novo Testamento, não encontramos um comando explícito para o dízimo de 10% como uma lei para os cristãos, da mesma forma que estava na Lei Mosaica. No entanto, os princípios de generosidade, mordomia e sustento da obra de Deus são amplamente enfatizados. A vinda de Cristo e a Nova Aliança mudaram a dinâmica da nossa relação com Deus, movendo-nos de uma obediência baseada na lei para uma obediência motivada pela graça e pelo amor.

As epístolas de Paulo são ricas em ensinamentos sobre a generosidade. Em 2 Coríntios 9:7, lemos uma passagem central para entender o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta no contexto da graça: “Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.”

Aqui, a ênfase é clara: a doação deve ser voluntária, intencional e alegre. Não é uma porcentagem rígida ditada por uma lei, mas uma expressão de um coração transformado. A generosidade cristã brota do reconhecimento do sacrifício de Cristo e da abundância das bênçãos que recebemos de Deus.

Como a Igreja Primitiva Entendeu o Dízimo e a Oferta

Os primeiros cristãos demonstravam uma generosidade radical. Atos 2:44-45 descreve: “Todos os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens e repartiam o dinheiro entre todos, de acordo com a necessidade de cada um.” Em Atos 4:32-35, vemos que “não havia necessitado entre eles, porque os que possuíam terras ou casas as vendiam, traziam o dinheiro da venda e o depositavam aos pés dos apóstolos, que o distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.”

Embora essa prática de partilha total não seja um mandamento universal para todas as igrejas em todos os tempos, ela ilustra a profunda generosidade e o senso de comunidade que caracterizava a igreja primitiva. Eles entendiam que tudo o que possuíam vinha de Deus e que deveriam usar seus bens para o bem comum e para o avanço do Evangelho.

Paulo também orientou as igrejas a fazerem coletas regulares para ajudar os irmãos necessitados em Jerusalém (1 Coríntios 16:1-2) e para sustentar o ministério. Em 1 Coríntios 9:14, ele afirma: “Da mesma forma, o Senhor ordenou que aqueles que anunciam o evangelho vivam do evangelho.” Isso mostra que o sustento daqueles que se dedicam integralmente à obra de Deus é um princípio bíblico claro. Para se aprofundar em como a fé pode nos fortalecer para lidar com as adversidades, talvez você se interesse por 7 Versículos De Encorajamento Para Momentos Difíceis Que Vão Mudar Seu Dia.

Assim, o Novo Testamento estabelece princípios de dar com liberalidade, proporcionalmente (1 Coríntios 16:2), e de forma sacrificial, motivado pelo amor a Deus e ao próximo. A questão central de o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta na Nova Aliança é a atitude do coração e o reconhecimento de que somos mordomos de tudo que Deus nos confiou.

Por Que Entender O Que a Bíblia Diz Sobre o Dízimo e Oferta Ainda é Vital Hoje?

Mesmo em um mundo moderno, os princípios bíblicos sobre dízimo e oferta permanecem extremamente relevantes. Eles não são meras regras antiquadas, mas sim lições atemporais sobre nossa fé, nossa dependência de Deus e nosso papel na propagação do Seu Reino.

Primeiro, dar o dízimo e ofertas é um ato de adoração. É uma forma tangível de declarar que Deus é o dono de tudo, e que nós somos apenas administradores. Ao devolvermos uma parte a Ele, estamos reconhecendo Sua soberania e expressando nossa gratidão por Sua constante provisão. É um testemunho de que nossa confiança não está em nossas finanças, mas no Doador de todas as coisas.

Segundo, a generosidade sustenta a obra de Deus na Terra. As igrejas, missões e ministérios dependem da fidelidade dos seus membros para continuar seu trabalho de evangelização, discipulado, assistência social e serviço à comunidade. Quando entendemos o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta, percebemos que estamos investindo em algo com valor eterno, contribuindo para que o Evangelho chegue a mais pessoas e para que o amor de Cristo seja manifestado de formas práticas.

Terceiro, a prática de dar cultiva um coração generoso e liberta-nos da idolatria ao dinheiro. Em um mundo que frequentemente nos ensina a acumular e a focar no “eu”, a generosidade cristã nos chama a ser altruístas, a pensar no próximo e no Reino. É um exercício espiritual que nos ajuda a desapegar dos bens materiais e a focar nas riquezas celestiais. Essa prática, inclusive, pode trazer uma profunda paz interior, um sentimento de conexão com a providência divina. Para quem busca essa paz, refletir sobre Como Uma Oração Para Acalmar O Coração E A Mente Pode Mudar Seu Dia pode ser muito útil.

Quarto, a fidelidade em dízimos e ofertas é um ato de fé. Significa confiar que Deus suprirá nossas necessidades, mesmo quando parece que estamos “abrindo mão” de algo. Filipenses 4:19 nos lembra: “O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus.” Essa promessa nos encoraja a dar com fé, sabendo que Deus é fiel para cumprir Sua palavra.

Mitos e Verdades sobre O Que a Bíblia Diz Sobre o Dízimo e Oferta

É importante desmistificar algumas ideias equivocadas que podem surgir em torno do dízimo e da oferta. Um mito comum é que o dízimo é uma “troca” ou um “investimento” em que Deus é obrigado a nos abençoar financeiramente em proporção direta ao que damos. Embora a Bíblia fale de bênçãos para os generosos, a motivação principal para dar não deve ser o retorno material, mas sim o amor e a obediência a Deus. Dar com o propósito de manipular a Deus é uma perversão do verdadeiro significado da generosidade bíblica.

Outro ponto é a ideia de que a “maldição” de Malaquias 3 se aplica diretamente aos cristãos que não dizimam. Como já mencionamos, Malaquias foi escrito em um contexto de Antiga Aliança para Israel. Sob a Nova Aliança, somos abençoados em Cristo, e o princípio da maldição pela quebra da lei não nos atinge da mesma forma. No entanto, a passagem ainda nos ensina sobre a seriedade da fidelidade a Deus e as consequências de roubá-Lo em nossos recursos, indicando que a falta de generosidade pode revelar uma questão do coração, não uma maldição legalista.

A administração financeira pessoal também é um tema importante. Entender o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta não exclui a necessidade de sermos prudentes e sábios com nossas finanças. A Bíblia nos encoraja a evitar dívidas, a poupar e a planejar. A generosidade deve ser parte de uma vida de mordomia responsável, onde cada decisão financeira reflete a nossa dependência e honra a Deus.

É fundamental que a igreja, ao abordar o tema do dízimo e da oferta, o faça com transparência, clareza e com foco na edificação espiritual dos fiéis, e não na arrecadação. A mensagem deve sempre apontar para o coração generoso de Deus e para a alegria de participar de Sua obra, não para a culpa ou o medo.

A Bênção de Praticar O Que a Bíblia Diz Sobre o Dízimo e Oferta

A prática de dar, quando feita com um coração alegre e motivada pelo amor a Deus, traz uma série de bênçãos que vão além do tangível. A principal delas é a satisfação de honrar a Deus com o que Ele nos confiou. Há uma alegria indescritível em saber que estamos contribuindo para o avanço do Seu Reino e para o bem-estar do próximo. Este é um dos muitos princípios de vida que Deus nos oferece para uma existência plena, assim como nos revelou em outros momentos importantes, como no significado de Por Que A Palavra Ebenezer Na Bíblia Tem Um Significado Tão Forte?, lembrando-nos de Sua ajuda constante.

A Bíblia nos assegura que “há mais felicidade em dar do que em receber” (Atos 20:35). Essa verdade se manifesta na paz interior, na alegria de fazer a diferença e na certeza de que estamos alinhados com os propósitos divinos. Deus, o maior doador, nos convida a imitar Seu caráter generoso.

As promessas de Deus para os que são generosos são abundantes. Lembremo-nos de Lucas 6:38: “Deem, e será dado a vocês: uma boa medida, calcada, sacudida e transbordante será derramada no colo de vocês. Pois a medida que usarem, também será usada para medir vocês.” Esta não é uma garantia de riqueza material, mas uma promessa de que Deus cuidará de nós e nos abençoará em todas as áreas da vida, muitas vezes de maneiras que superam nossas expectativas.

A generosidade também nos liberta da avareza, da preocupação excessiva com o dinheiro e da dependência dos bens materiais. Ela nos ajuda a focar no que é eterno e a construir um tesouro nos céus, onde a traça e a ferrugem não corroem, e os ladrões não arrombam nem furtam (Mateus 6:19-21).

Em última análise, entender o que a Bíblia diz sobre o dízimo e oferta é compreender que se trata de uma parte fundamental da nossa jornada de fé. É uma expressão de nosso amor, gratidão e confiança em Deus, que é o Provedor de todas as coisas. Que possamos, com um coração alegre e grato, buscar honrá-Lo em tudo o que temos e em tudo o que somos.

Esperamos que este artigo tenha sido inspirador e esclarecedor para você. Que a Palavra de Deus continue a iluminar seu caminho e a fortalecer sua espiritualidade a cada dia. Fique com Deus e até a próxima!

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